RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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domingo, 24 de janeiro de 2016

amor e fantasia ( valtair bertoli )24/01/2016 Muitas noites passo acordado lamentando erros do passado de um tempo feliz que eu vivia quando tinha sua companhia recordo tempos de outrora nada mais me resta agora vi o mundo perder a alegria seu encanto e toda magia no momento em que você foi embora tudo agora é infelicidade perdi meu amor de verdade achei que amor não existia que era fruto de uma fantasia descobri que estava enganado hoje estou sendo castigado a saudade então vi surgir sem você não posso dormir sua presença ela tem me cobrado na partida eu nem disse adeus caiu lagrimas dos olhos seus mesmo vendo você que sofria demostrei que nada sentia lamento oque aconteceu sei que o erro foi todo meu por um anjo eu era amado desde então sofro abandonado nesse dia quem perdeu fui eu

sábado, 23 de janeiro de 2016

MEU AMIGO PASSARINHO ( VALTAIR BERTOLI ) hoje ouvi um passarinho cantar por minha janela com o seu timbre tão triste que me trouxe lembranças dela passarinho porque cantas o seu canto entristecido sera que esta sofrendo igual eu tenho sofrido já faz mais de um ano que minha amada foi embora sera que seu amor é refém também la fora eu entendo passarinho porque em seu canto chora é difícil ficar distante de quem a gente adora meu amigo passarinho eu também sofro assim com ela presa em meu peito sem estar juntinho a mim . eu conheço passarinho a dor que sente agora por ela também padeço dia e noite toda hora .
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

VELHA CASINHA
( VALTAIR BERTOLI )

OLHANDO A VELHA CASINHA
DESERTA E ABANDONADA
CAINDO OS SEUS REBOCOS
POR DENTRO  NÃO TEM MAIS NADA
 A  TEMPOS ME DEU O ABRIGO
QUANDO NELA EU MORAVA
VIA O MUNDO COLORIDO
POR QUALQUER , ......CANTO QUE  OLHAVA

ANTES DE SAIR O SOL
O MEU PAI SE LEVANTAVA
MAMÃE PASSAVA O CAFÉ
NO MEU QUARTO EU ESPERAVA
E LOGO  ESTAVA DE PÉ
VIA AS GARÇAS EM REVOADA
PESCANDO NO AGUAPÉ
NOS  ATAQUES , .............ERA AGUÇADA

IA BRINCAR NO POMAR
DESCALÇO NEM MACHUCAVA
EU VIVIA EM SORRISOS
NA VIDA  EM NADA PENSAVA
COMEÇOU O SOFRIMENTO
MEU PAI NO CÉU FOI MORAR
ENTRE CHORO E LAMENTO
NÓS TIVEMOS,............ QUE SE MUDAR

HOJE OLHANDO A  CASINHA
PELO MATO JÁ TOMADA
SEM JANELAS E SEM PORTAS
COM SUAS TELHAS QUEBRADAS
DÓI NO MEU CORAÇÃO
VER ELA TÃO MALTRATADA
DÓI IGUAL  RECORDAÇÃO
DA MINHA INFÂNCIA,......... ABENÇOADA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

moreninha provocante
( valtair bertoli ) 21/01/2016

moreninha se você soubesse
o quanto que sofro por ti
cairia no chão me amando
do meu lado não iria sair
vejo sempre você me olhando
qualquer dia não vou resistir
esquecer que ja estou casado
pelo mundo com você fugir

how moreninha
 sei que você anda
só me provocando
não vê que no mundo
já estamos  fadados
viver condenado
somente  se olhando





segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

REMANSO
( VALTAIR BERTOLI ) 18/01/2016

ainda vejo o remanso
que no Riozinho formava
um tanque limpo e fundo
 no sitio em que  morava

pedaços de minha vida
 em suas águas aproveitava
tempos que era feliz
com nada me preocupava

tinha sonhos cor de anis
 quando a noite chegava
ficava olhando no céu
 o claro manto de um  véu
 quando a lua entrava

.........................................


o tempo é igual suas  águas
  parecem  estar paradas
logo some o remanso
 quando chega a enxurrada

rápido a gente vê mudando
 toda calma acumulada
segue causando estrago
 deixando a pele enrugada

assim são as nossas vidas
 também  tem fim de jornada
dos meus tempos de menino
pelo rio do meu destino
muitas águas foi passada

sábado, 16 de janeiro de 2016

FIGUEIRA IMPONENTE ( VALTAIR BERTOLI ) 17/01/2016 caminhei pela velha estrada que nas alvoradas por ela corria seu começo esta asfaltada até a encruzilhada junto a mata fria passei por cima do Riozinho vendo os passarinhos e perdi alegria não vi o belo pé de ipê que la vi crescer e que sempre floria ao chegar bem perto da porteira notei a paineira sem vida cortada ressecada com os galhos caídos troncos corroídos já esbranquiçada ao entrar vi uma corrente travando o batente e a porteira trancada recordei quando ela batia e que junto ouvia com minha doce amada não vi a plantação de café tiraram seus pés e formaram invernada derrubaram as casas da colonia das lindas begônias não restou mais nada e segui entrando na pastagem lembrando as imagem na mente marcada pude ver a sede da fazenda já cheia de fendas por cipo tomada avistei a figueira imponente e fiquei contente de ver como estava junto a ela conheci alguém que era meu bem e na sua sombra deitava doí rever meu tempo de criança ver essas mudanças que não esperava agora eu também fui mudado por não ter achado aquela que eu amava 


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

RENASCER
( VALTAIR BERTOLI ) 15/01/2016

Hoje me bateu saudades
dos nossos velhos dias
do gosto do seu perfume
em nossa cama macia

De toda felicidade
que ao seu lado eu sentia
e do amor de verdade
que entre nós exitia

Precisamos resgatar
o amor que foi embora
e fazer renascer
novamente nossa historia

Se  saudade vi chegar
é passado então da hora
de fazer reviver
oque esta em nossa memoria

então vem
e faça acontecer comigo
vem
no seu colo quero abrigo
é hora
eu quero sentir agora
não
não tranque o amor la fora

então vem
e faça acontecer comigo
vem
no seu colo quero abrigo
é hora
eu quero sentir agora
não
não tranque  o amor la fora

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

ADMIRAÇÃO POR UM VELHO CAIPIRA
( VALTAIR BERTOLI ) QUERUMANA

conheci um velho caipira que ainda me inspira desde a mocidade
quando saiu  do sertão  foi na ocasião que chegou  na cidade
na estação estava sentado  e muito chateado pegou me falar
que tinha sido roubado    tudo foi levado  no desembarcar

me falou sobre sua vida  da  terra querida  que antes morava
percebi sua insatisfação da grande ilusão que ele passava
vi que estava  aborrecido pelo  ocorrido  chegava a tremer
falava só a verdade sua sinceridade  dava pra se ver

chorou lembrando  o  passado que foi derrotado  la no seu sertão
perdeu  o  sitio amado   que tinha formado com dedicação
por três anos a fio nada conseguiu só dinheiro perdeu
tudo que ele plantava  a seca matava  e nada  colheu

vi seu rosto ficar branco falando do banco que pegava emprestado
a cada ano que passava mais ele pegava ficou endividado
um dia viu o gerente surgir na sua frente e suas terras tomar
ficou aborrecido e então decidido  resolveu se mudar

disse estar desolado mas Deus ia ao lado no seu coração
tudo que estava passando sentia aumentando sua fé de cristão
falou que tinha atitude muita  saúde e disposição
devagar foi levantando e sumiu andando  entre a multidão
VIOLEIRO NATO ( VALTAIR BERTOLI Gabriel Lorenço de Lima ) 12/01/2016 pagode passei por baixo da escada / sorrindo dando risada vi no poste da esquina /junto da encruzilhada minha foto na macumba / na farofa enfiada calçado com a minha botina / e com a proteção divina / não temo nada fui criado la na roça / bem no meio do sertão cobra que tinha na estrada / retirei com minhas mãos chupei favo com abelha / sem temer o seu ferrão pintada se assustava / quando eu esfregava / meus pés no chão para as festa de rodeio / eu sou sempre convidado montei no touro bandido / quando era afamado desfilei no agressivo /só em pelo eu fui montado sou um peão conhecido / e tenho sido / bem respeitado a minha viola caipira / toco com agilidade desfaço ninho de rato / com muita facilidade pra toca moda caipira / não se cursa faculdade sou um violeiro nato / moro no meio do mato / e só falo verdade
video

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Saudade  da escola
( valtair bertoli / Beto Santos  ) BREVE SAI A MUSICA

quem me dera eu poder regressar
e voltar no tempinho da escola
com os amigos outra vez festejar
ir brincar no campinho com bola
caminhar sem medo pelos campos
Ter o encanto que ja foi embora
a saudade que habita em meu peito
deu de jeito me surrou com a espora

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

dessa vez eu iria beijar
abraçar quem marcou minha historia
que saudade  da bela menina
que fascina a minha memoria
não tinha coragem de falar
me entregar seria  uma gloria
foi se embora e mudou pra cidade
a crueldade sobre  mim fez vitoria

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

ainda chego  sentir a emoção
da ilusão que havia nesses dias
que o tempo  passou e marcou
me deixou somente  sua magia
so o que resta agora é recordar
caminhar pela estrada vazia
quem me dera o passado voltar
carregar minha alma de alegria

que bom sonhar , poder voltar
e relembrar meu tempinho de outrora
da escolinha e do seu caminho
de um rostinho que no peito ainda mora

sábado, 9 de janeiro de 2016

SEPULTANDO O PASSADO
( VALTAIR BERTOLI ) 09/01/2016

quem nunca teve na vida momentos especiais
que o passado levou e não volta nunca  mais
tempos distantes vividos que a saudade vai buscar
e vive sempre presente na mente a nos machucar

recordo tempos felizes da minha bela juventude
que tudo eu enfrentava disposto e com atitude
mas teve um amor bandido que cruzou o meu caminho
deixou minha alma marcada cravejada por espinho

a tempos ficou distante nunca mais pude a ver
mas o seu doce semblante não consegui esquecer
os amores lá do passado sempre nos fazem sofrer
mesmo estado ausente a gente vê renascer

quem dera se o passado eu pudesse sepultar
afastar toda lembrança que ainda me faz chorar
votaria a ser feliz igual os tempos de menino
desse amor eu fugiria mudaria  meu destino

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Homenagem aos mestres TIÃO CARREIRO E PARDINHO
( Valtair Bertoli / Valdemar Reis ) 08/01/2016




Paguei pra entrar no jogo / enfrento qualquer parada
vou fazer subir poeira / até na terra molhada
Tenho encostada no peito / a minha viola afinada
vou ouvir a choradeira / de quem não conhece nada

Faço chuva no deserto / serpente sair do ninho
deslizando assustada / com medo do passarinho
Em casa mal assombrada / cria paz e carinho
as minhas rosas plantadas / no caule não nasce espinho

O sol vem me visitar / em meio a madrugada
sereno cria corrente / afoga boi na invernada
Mineiro deixa do queijo / e vai fazer feijoada
violeiro na minha frente / perde até o rumo da estrada

Tenho respeito ao mestre / que me ensinou o caminho
canto pelo mundo afora / pagode nesse meu pinho
O tom da minha viola / não da pra cantar baixinho
prestei homenagem agora / pra Tião Carreiro e Pardinho

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

REVEZ DA VIDA ( valtair bertoli / ) 05/01/2015 eu vi o revez da vida mudando tantos destino lagrimas se transformando no rosto de um menino no dia que encontrou na porta onde morava seu cachorrinho perdido a quem ele tanto amava vi lagrimas de saudade pingando por todo chão de um caboclo chorando ao regressar no sertão quem esteve distante e todos dias sofria transformou toda sua magoa em motivo de alegria vi um moço revoltado no campo de aviação por chegar atrasado e perder o avião logo depois vi o rapaz alegre e agradecido o avião tinha caído e todos tinham morrido vi família chorando dentro de um hospital ao receber a noticia que seu ente estava mal por ser um caso perdido pediram em fé e união e viram ele se curar pela força da oração vi uma flor tão bela que os pobres desprezava e com sua beleza só a riqueza almejava o tempo retirou dela o que lhe deu de graça hoje esta destruída viciada na cachaça o revez de nossas vidas anda junto com o destino pode tudo transformar igual o jogo de um cassino temos que seguir em frente cumprir nossa missão estar sempre preparado e aprender suas lição

domingo, 3 de janeiro de 2016

CULPA DO DESTINO ( VALTAIR BERTOLI ) 03/01/2016 poema já vi o revez da vida de sonhos e desilusões de muitos homens sofrendo contando suas decepções dizendo ser culpa do destino igual o corpo do menino que sofre as transformações o amor e o respeito tem que andar de braços dados nada dentro da sua vida deve de ser desprezado igual água de um rio que serve o sertão a fio e no mar vai ser esbanjado a intolerância de certas pessoas tira seus pés do chão se acham dono da verdade não aceitam outra opinião esse é o primeiro passo que aperta no pescoço o laço que o enforca na sua ilusão muitos vão sofrer e andar pelo mundo sozinho se não aprender a pisar quando o chão tiver espinho esses vão ficar lamentando e passar a vida culpando que o destino cercou seu caminho