RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MORADA DE CABOCLO  29/02/2016
( VALTAIR BERTOLI )  disponível

Há muito tempo eu vinha trabalhando
acabei levantando minha casinha no sertão
ela é simples o  cenário que é perfeito
construí ela do jeito que mandava o coração
no pé da serra num lugar bem afastado
com flores por todo lado em meio a vegetação
toda cercada por montanhas e colinas
e nos fios de suas minas bebe água  as criação

lá entre os morros  existe uma cachoeira
com caminho sem barreiras pra piscina natural
sua planície é repleta de palmeira
todas lindas e faceira  enfeitando o quintal
as borboletas formam nuvens coloridas
pertinho das margaridas nem parecem ser real
tem passarinhos voando por todo lado
é o meu  berço abençoado que não tem outro igual

começa o dia com o claro no horizonte
e brilha entre os montes os raios da alvorada
vem o calor e vai mostrado sua graça
chega a levantar fumaça da grama ainda molhada
o anoitecer sempre sopra um vento brando
que  vai se alongando ate alta madrugada
a lua  surge sempre linda lá na serra
nas noites de primavera que ela  fica mais dourada

a minha casa com amor foi construída
pra alegrar a minha vida com a rainha do meu lar
eu procurei fazer  o ninho perfeito
com decoração no leito para amar e relaxar
tem tudo nela a mobiliá já montada
enxoval e preparada pra na casa vir morar
e la na sala tem  moldura  pendurada
falta a foto da minha amada que vou por quando  encontrar
MUNDO IMAGINÁRIO
( VALTAIR BERTOLI ) 29/02/2016

queria ser esse alguém
que você pensa toda hora
dia noite e madrugada
talvez esteja pensando agora
reclama a sua presença
e não recebe carinhos
dorme em cama separadas
numa vida de espinhos

é pena que você não saiba
o quanto que tenho sofrido
perdido pelas madrugadas
por ti muito tenho bebido
sofrendo também eu passo
as minhas horas de dor
lamentando meu fracasso
querendo o seu amor

em altas horas da noite
no meu quarto solitário
vejo você do meu lado
no meu mundo imaginário
logo me vem a verdade
não posso me controlar
sofro com a realidade
de não poder te amar

a vida é mesmo injusta
nos impõe o seu castigo
nos bares encontro  a noite
converso com seu marido
 tudo ele me fala
jura  não te amar
e oque não serve pra ele
é o que eu vivo a sonhar


sábado, 27 de fevereiro de 2016

SILENCIO DA DOR 27/02/2016 ( VALTAIR BERTOLI ) Numa casa simples o silencio reinava morava uma velha e quatro filhinhos se via que ela estava cansada não dava risada a nenhum dos vizinhos Um dia eles foram lhe questionar e lhe perguntar oque estava acontecendo porque que seus filhos estavam tão magros era um descalabro ver eles sofrendo A velhinha triste abriu o sentimento naquele momento pegou lhes falar meus filhos não sofrem falta de carinho amam esse cantinho que é o nosso lar Desde a muito tempo venho trabalhando e me dedicando pra eles criar e na verdade nenhum é meu filho um casal de andarilho me deu pra adotar quando eu era moça fui mãe solteira não foi brincadeira meu filho formar quando se formou quis me por num asilo confesso que aquilo só me fez chorar Sai pelo mundo feito cigana no corte de cana fui trabalhar com muita luta comprei essa casinha vivia sozinha triste nesse lar Hoje as educo e tenho esperança que sejam crianças de bom coração quem sabe assim um dia mais tarde na mente elas guardem essa dedicação Talvez o destino trace os seus caminhos e reine o carinho que muito lhes dei talvez seus pais um dia os procurem e curem sua dor que a minha nao curei
CARREIRO PAI TIÃO
(valtair bertoli / vittor silva )

tapera velha ha muito tempo abandonada
pelos anos  castigada num cantinho do sertão
la no passado essa casa foi morada
da familia tão  honrada do carreiro pai Tião
de muito longe sua esposa o escutava
quando carreava cumprindo sua missão
ela ouvia os cocões que duetava
quando o seu carro cantava ecoando no espigão

chegou o dia que seu canto foi calado
seu carro ia  pesado  na encosta do grotão
ja era tarde um temporal  castigava
vento forte  assoviava junto a raios e trovão
ele seguia com oito juntas formadas
todas bem emparelhadas por seus bois de estimação
as grandes rodas derraparam na enxurrada
pela carga foi selada a vida de pai Tião

ali passando se escuta os passarinhos
que no carro fazem ninho lá no fundo do grotão
me faz voltar nos meus tempos de criança
e a carga da lembrança  pesa na imaginação
até parece que vejo o nosso divino
no seu tempo de menino de cajado em suas mãos
ele tocando o seu carro na estrada
com sua carga pesada de amor e de perdão
video

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Arreio do tempo
( valtair bertoli / Valdemar Reis )

dos meus tempos  da roça
veja hoje a desigualdade
de quem morava em paioça
e agora mora na cidade
galopeava livre pelos campos
só em  pelo seguia montado
sofro por não ter o encanto
desse meu tempo abençoado

no passado andava sem redia
percorria todo sertão
aqui hoje eu faço media
e só ando de condução
troquei um mundo bonito
por esse lugar tão feio
é verdade eu nem  acredito
más o tempo me montou de arreio

la eu estava no ceu
so andava de sapatão
na cabeça usava chapeu
tinha  roupas feitas a mão
aqui uso terno e gravata
nem sujo meus pés no chão
escuto tantas bravata
ai meu Deus que desilusão

sei que a vida é uma escola
que nos dá conhecimento
não vou ficar nessa esfola
sangrando os meu lamentos
se o tempo me pos  arreio
pra ele tenho preparado
vai levar um tombo tão feio
vou voltar pro meu reino encantado

domingo, 21 de fevereiro de 2016

VISITA DE JESUS ( VALTAIR BERTOLI ) 21/02/2016 vi um velho caminhando na rua tinha o rosto bastante cansado sua roupa estava bem limpa mas o pano estava surrado parou e bateu numa porta e ali ficou esperando como ninguém veio lhe atender vi ele a casa benzer e logo saiu andando o sol estava escaldante era mês de fevereiro beirava umas duas horas o asfalto parecia um braseiro e um fato naquele momento me chamou bastante atenção que debaixo do sol caminhava nenhum calçado ele usava nem fazia sombra no chão intrigado fui a seu encontro e saber oque acontecia perguntei quem que era ele respondeu "sou filho de Maria" perguntei a respeito da sombra respodeu "eu sou a mais pura luz" atendo a todos que me chamam e com fé o meu nome clamam Meu filho meu nome é JESUS devagar falou e foi saindo foi sumindo parecia uma ilusão e logo vi um homem surgindo naquela casa de joelho no chão sorridente agradecia a Deus seu filho tinha se afogado e clamando o nome de Jesus disse que viu surgir uma luz e seu filho tinha salvado
VIDAS RASGADAS ( VALTAIR BERTOLI ) sem melodia vida rasgada feita igual fotografia no fim do dia é que a alma fica pesada sofre distante clama carinhos rola em espinhos em cama gelada retem na mente doces momentos de um sentimento que acabou não deu em nada despedaçado solto ao vento passa tormentos na madrugada e quando chega o novo dia nada alivia a sua dor da noite passada junta os pedaços esparramados do seu passado com sua amada igual criança sem ter brinquedo sofre em segredo fica em silencio de voz calada tenta de tudo para concertar e restaurar a foto rasgada
CANÇÃO MODERNA ( VALTAIR BERTOLI ) 07/10/2015 Tentei fazer uma canção moderna com frases ternas e mostrar que estou bem e quanto mais as rimas eu procurava nada encontrava só lembrava do meu bem igual o ceu quando a tarde finda com a lua linda que surgia do alem você chegava graciosa e me sorria se produzia me amava igual ninguém todas as noites eram sempre coloridas sua guarida alegrava o meu ser os passarinhos no romper da alvorada lá nas galhadas anunciava o amanhecer por todos cantos em que eu caminhava você estava enfeitando o meu viver até que um dia o paraíso desabou Deus te levou me deixando a padecer naquele dia eu perdi o meu sorriso no paraíso não consegui mais ficar agora estou vivendo aqui distante nem um instante deixei de em ti pensar da nossa vida e de toda alegria a agonia agora ocupa o seu lugar ai quem me dera se eu achasse um cantinho sem ter espinho pra poder me alegrar

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

ILUSÃO (valtair bertoli / paraense ) 19/ 02/2016 de tempos em tempos revivo momentos vejo sentimento na pele aflorar de uma saudade que ainda insiste e muito resiste querendo mostrar o meu passado meus anos dourados que estão guardados na recordação desde criança me chega lembrança abrindo as trancas do meu coração dos anos distante que eu era inocente sou sobrevivente da realidade hoje me encontro muito aborrecido sofro entristecido aqui nessa cidade aqui não se vê ninho de passarinhos nem o monjolinho socando o pilão não sinto o cheiro da relva molhada que nas madrugadas molhava o sertão nem mesmo escuto o pio dos macucos do seu jeito astuto la no ribeirão também não ouço o grito do guerreiro solto no terreiro acordando o sertão não é surpresa essa minha tristeza sem ter a beleza lá do meu rincão por que eu troquei minha felicidade por essa cidade e por sua ilusão

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

DESPEDIDA 18/ 02 /2016 ( VALTAIR BERTOLI ) aproveitei bem minha vida / desde minha mocidade daqueles tempos distantes / hoje so resta saudades eu não conto mentiras / detesto meias verdades carrego o peso nas costas / do mundo só fui ter resposta depois de uma certa idade sinto cada vez mais perto / minha hora de findar quando partir deste plano / coisas boas vou levar não quero na minha partida / ninguem triste a chorar sou igual as aguas de um rio / cortando o sertão a fio seguindo ao encontro do mar aos meu amigos fiéis / que estiveram do meu lado sempre vou agradecer / por te-los um dia encontrado todos nossos momentos / por mim serão lembrados de todas nossas jornadas / ao longo da minha estrada nesse mundo abençoado a todos os meus amores / que passaram nessa vida não terminei com nenhuma / pra não ver a despedida algumas vão ficar tristes / talvez até ressentidas e outras indiferentes / podem sorrir de contente na hora da minha partida

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

teatro da vida
( valtair bertoli ) disponível

ja se fecharam as cortinas
acabou a nossa historia
chegamos ao fim do ato
nada mais me importa agora

o palco que dividimos
teve o cenário quebrado
termina mais esse  drama
por nós dois interpretado

não quero mais falar  o texto
quando era questionado
onde estive ou onde andei
ou quem estava a meu lado

aonde esta toda plateia
comentando  nossa  atuação
nesse fim não vai ter bandido
 princesa ou se quer um vilão

esqueça as cenas difíceis
quando num quarto  atuava
perfeita na  interpretação
em sorrisos  você  me enganava

todos os tipos de enredos
por nós  foram interpretados
de vez se encerra as cortinas
de um show mal atuado
ONDAS DA VIDA
( VALTAIR BERTOLI ) 16/02/2015

se eu tivesse outra chance
pra ser feliz só mais uma vez
não deixaria você ir
como no passado um dia fez
queria ter a opotunidade
pra poder te mostrar
que em toda minha vida
foi só a ti que aprendi amar

sei que as nossas vidas
não são as ondas no mar
que vem sempre muito forte
e lentamente se vê voltar
clamo o amor que um dia
eu não soube segurar
e deixei ela partir
sumir pra não mais voltar

ai meu Deus como eu queria
meu passado consertar
dessa vez eu não deixaria
você partir me abandonar

sei que as nossas vidas
não são as ondas no mar
que vem sempre muito forte
e lentamente se vê voltar
clamo o amor que um dia
eu não soube segurar
e deixei ela partir
sumir pra não mais voltar

ai meu Deus como eu queria
meu passado consertar
dessa vez eu não deixaria
você partir me abandonar

domingo, 14 de fevereiro de 2016

PESCARIA
( VALTAIR BERTOLI ) 14/02/2016

pescaria é coisa seria tudo muito bem planejado
mas no meio dos amigos  sempre tem um embriagado
fazendo a gritaria remando pro lado errado
querendo virar o bote desafiando a morte
achando tudo engraçado

vou contar essa passagem  que a muito aconteceu
numa tarde no rio turvo foi que esse fato se deu
amigos que lá pescavam e  peixe ninguém pegava
mas o garrafão de pinga parecia água na moringa
em nenhum canto  parava

um dos amigos alcoolizado começou brincar de fisgar
puxando a sua vara  e arremessando sem olhar
fisgou o seu companheiro que estava do seu lado
o anzol cravou na boca deixou a turma toda loca
ficaram muito assustado

deixaram da pescaria no hospital foram parar
foi uma cena bizarra nem dava pra acreditar
chegaram com o companheiro sem ter a vara tirado
e juntos todos sorriam só então perceberam que podiam
a linha da vara ter cortado

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

RENASCIMENTO
( Valtair Bertoli ) 04/02/2016


Andei pela vida por longos caminhos
pisando em espinhos levando uma cruz
ate parecia que estava condenado
a ser castigado sem nenhuma uma luz

a vida pra mim não tinha encanto
somente meu pranto era verdadeiro
andava triste e desesperado
estava abandonado sem ter paradeiro
sentia meus passos que estavam pesado
pelos anos passado já não eram ligeiro
até que um dia toda dor teve fim
surgiu para mim o amor verdadeiro


as portas do céu vi todas se abrirem
e nelas surgirem os raios do amor
levou embora  toda  desilusão
limpou meu coração com o seu calor

vi minha estrada ficar bem florida
cheia de vida acabou o meu lamento
com  o poder da fé e da oração
nasceu emoção onde era tormento
hoje estou feliz e sou abençoado
e do meu passado tive o renascimento
depois que eu conheci a Jesus
que me deu sua luz acabou o sofrimento

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

A CULPA É SUA
( VALTAIR BERTOLI )


a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

ficam feliz e me deixam emocionado
embreagado deixo tudo acontecer
volto pra casa só no clarear do dia
minha agonia é saber que vou te ver

a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

você lamenta e diz que estou errado
que sou safado que vou me arrepender
mas la no fundo você sente alegria
porque é fria sabe  que não vai me ter


a culpa sua se eu vou pro buteco
ali eu peco ate altas madrugadas
saio pra rua curtindo as meninas
que estão na esquina  doidinha pra ser amada

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

saudade bandida
( valtair bertoli  / paraense) 05/12/2014

areio meu baio e vou cavalgar
 sem destino certo pelo meu sertão
sem calçar esporas e a passos  lento
 carrego a saudade na imaginação
passando por  pastos  ouvindo riachos
 cantando a mais bela de todas canção
sentindo o cheiro do jenipapo ,
que estão  maduros caídos no chão

barulho do vento lá no calipal
aumenta ainda mais a recordação
as pombas do ar fazendo arruaça
 perto do espantalho pela plantação
o carro de boi cantando bem longe
deixando seus rastros  marcados no chão
vejo boiadeiros levando a boiada
tocando o berrante alto no estradão

porteiras batendo anuncia a chegada
da saudade bandida  em meu coração
casinha de barro com fogão a lenha
e mamãe varrendo nosso terreirão
machado batendo é meu pai lenhando
e vejo madeiras partidas no chão
ao longe  as nuvens que vão se  juntado
no céu da um estalo e vem logo o trovão

um manto divino vai cobrindo a terra
alegra a   vida  da vegetação
crianças brincando montando cavalo
em cabos de enxada vivendo a ilusão
volto pro o meu mundo  sentindo saudades
 dos tempos vivido lá no meu sertão
aonde eu passei meus tempos de infância
e hoje o que resta é  recordação

MATUTO GENUINO
( VALTAIR BERTOLI ) DISPONÍVEL 02/02/2016


Fui um matuto andante
viajei bastante por todo sertão
morei em velhas  paioças
trabalhei na roça cultivando o chão
também já fui boiadeiro
por muitos janeiros na lida de peão
nunca tive paradeiro
ser aventureiro foi minha opção

ja tomei chuva nas costas
com  boiada exposta pela invernada
tempestade  ventos fortes
soprando do norte com raios e trovoadas
enfrentei grandes rios
era um desafio passar as  enxurradas
sempre cumpri a missão
na entrega pro patrão ainda dava risada


eu tive muitos amores
sofri dissabores nessa vida cigana
quem escolhe a liberdade
não usa  falsidade seu amor não engana
sempre falei a verdade
não fiz crueldade a saudade e insana
fica apertando meu peito
e machuca de jeito por uma fulana


hoje nesse ranchinho
vivo sozinho junto a liberdade
aqui eu tenho de tudo
não mais me  mudo avançou minha idade
resta as recordação
dentro do coração das grandes amizades
os frutos tenho colhido
assim tenho vivido na minha genuinidade