RADIO BARREIRITTO CAIPIRA

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quinta-feira, 31 de março de 2016

saudades de ponteiro
( valtair bertoli ) 31/03/2016

andei descalço pela boiadeira
vendo poeira nela  levantar
ouvi distante um batido de porteira
e um berrante  longe  repicar
a passos lentos nela fui andando
e viajando na imaginação
uma boiada estava acompanhando
junto ao compasso do meu coração

felicidade senti chegar
de um velho tempo que não vai voltar
lida da vida que tanto amei
terra batida que suor deixei

o sinuelo atento deixa a estrada
segue marchando indo ao ribeirão
leva a boiada  rumo a pousada
pra na invernada fazer refeição
tempos distantes a muitos janeiros
fui um ponteiro nessa profissão
desde de pequeno era berranteiro
hoje  da lida  é só recordação

felicidade senti chegar
de um velho tempo que não vai voltar
lida da vida que tanto amei
terra batida que suor deixei.





A BUSCA
( valtair bertoli ) 31/03/2016

Preciso sair desse mundo de asfalto
dar um sobressalto na desilusão
Voltar a pisar nas  gramas verdes
pra matar a sede da  recordação
Rever pelos campos a relva orvalhada
a terra da estrada  molhada no chão
Ouvir o doce canto da  passarada
no romper da alvorada do meu rincão

Beber d'água fresca vinda da colina
galopar nas campinas solto em liberdade
Relaxar na sombra sentir o vento fresco
e dar um refresco na minha saudade
Poder pescar e banhar no riacho
ouvir o sanhaço  na sua simplicidade
Bicando o mamão enchendo o peito
mostrando o conceito da  felicidade

È triste viver com milhões de abrigos
e não ter amigos  sentir  solidão
Saber que antes via poucas pessoas
e todas eram boas  dividiam o pão
Moro na cidade e me sinto ferido
vivo perdido entre a multidão
Sigo buscando oque  ja tive um dia
a paz e a alegria do meu lindo sertão


quinta-feira, 24 de março de 2016


PÓ BOI BOIADA
( VALTAIR BERTOLI )11/08/2015
pó boi boiada
acabou tudo hoje não tem mais nada
pó boi boiada
a boiadeira tambem esta asfaltada
recordo alegre a minha juventude
a casa simples onde que eu morava
e da janela do quarto eu sempre via
os boiadeiros que na estrada passava
tempos distantes e de sonhos coloridos
que a saudade hoje fez eu recordar
de ver os bois caminhando na estrada
essa saudade ainda vai me matar
pó boi boiada
acabou tudo hoje não tem mais nada
pó boi boiada
a boiadeira tambem esta asfaltada
vejo a poeira subindo na estrada
e o boiadeiro com o berrante na mão
vai repicando e atento comandando
toda boiada rumo ao meu coração
sinto o pó fino misturado em meu corpo
sempre esperava toda boiada passar
ia correndo pra brincar lá na estrada
pra ver as marcas que deixava no lugar
pó boi boiada
acabou tudo hoje não tem mais nada
pó boi boiada
a boiadeira tambem esta asfaltada
assim vou indo e seguindo meu caminho
so recordando essa saudade malvada
sei que um dia esse meu velho corpo
vai ser igual ao pó fino da estrada
pó boi boiada
acabou tudo hoje não tem mais nada
pó boi boiada
a boiadeira tambem esta asfaltada
https://www.youtube.com/watch?v=OXk4UV_k6UA
AMANHECER NO SERTÃO
VALTAIR BERTOLI / GENECI

canta alto o carijo / na encosta ao pé da serra
proclamando a esperança / na manha de primavera
o nambu pia alegre / no frescor  da alvorada
com o sol que vem surgindo / sugando a relva molhada

cria  vida no arame / puleiro pra passarada
o tiziu pula contente / na cerca da invernada
canário solta o canto / chamando o seu tesouro
enfeitando a natureza / de amarelo cor de ouro

ref:
 bem te vi  é mensageiro representa o carteiro
 com sua farda amarela
com o seu olhar atento anuncia aos quatro ventos
tudo que vê ele revela
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

a fumaça na casinha / pelo ar  serpenteando
o cheirinho do café / com amor alguém passando
um caboclo assoviando/ o balde cheio vai levando
com o leite ainda quente / o sultão acompanhando

vida simples e humilde / num cantinho de beleza
de um alvorecer perfeito / em meio da natureza
animais vão convivendo / seguindo com sua  paz
no amanhecer do sertão  / que é lindo de mais.

terça-feira, 22 de março de 2016

FIM DE CAMINHONEIRO ( QUERUMANA ) ( VALTAIR BERTOLI ) 22/03/2016 DISPONÍVEL no leito de um hospital tinha um velho deitado em estado terminal a muito estava internado no horário de visita ninguém ia o visitar um dia com o enfermeiro ele pegou conversar contou sobre sua vida tudo que havia passado da sua família querida que tinha lhe abandonado disse que era culpado por todos ser esquecido pela esposa e os filhos que não estava aborrecido moço fui um homem forte tinha a minha devoção rodava de sul a norte guiando meu caminhão sempre longe da família nem vi meus filhos crescer no velório da minha mãe não pude comparecer lutei por um progresso hoje estou acabado a Deus eu sempre peço pra perdoar meu passado podia ter escolhido qualquer outra profissão estar perto de meus filhos ter dado mais atenção falou e foi dormindo virou a cabeça de lado nos seus olhos foi surgindo lagrimas neles fechado ali fez sua partida parou o seu coração de um homem que deu a vida pra grandeza da nação

quarta-feira, 16 de março de 2016

DE VOLTA NO RANCHINHO
( VALTAIR BERTOLI )

Quando chego na minha casinha
vejo a esposa nela me esperando
com os filhos já todos banhados
seu  jantar no fogão preparando
Beijo e abraço todos um a um
ali faço  a minha oração
Agradeco  a DEUS todos dias
por dar a minha família
sua graça e toda proteção

Passo a mão num pequeno graveto
um tição tirado do fogão
e com ele acendo o  paiero
vou pitando rumo ao mangueirão
Fico olhando a noite chegando
passo a vista em minhas criação
Vejo as aves todas se ajeitando
e as galinhas  empoleirando
se apertando nos pés de limão

Já de volta no meu ranchinho
num cantinho eu tenho amoitado
uma pinga pura de engenho
tomo um gole dos filhos afastado
O meu banho é com água fria
que refresca as noites de verão
no jantar reuno a família
tradição que meu pai  fazia
sob a luz de um  lampião

satisfeito sento num banquinho
na varanda fico sossegado
vendo a lua no ceu  surgindo
com as crianças todas a meu lado
pedem benção e  vão saindo
 no seu quarto deitam abençoados
e logo também já  vou indo
abraçado a meu bem vou dormindo
pra cedinho seguir pro roçado

sábado, 12 de março de 2016

POMBO SEM ASA
(valtair bertoli ) 12/03/2016 DISPONIVEL

 já me  cansei de lhe dar os  meus carinhos
e ter de volta de você  somente espinhos
já nem consigo mais tocar o corpo seu
infelizmente acho que o  amor morreu

é sempre assim quando estas ao meu lado
aborrecida se esquiva tem se afastado
já não sei mais oque fazer pra te agradar
se me despreza ate na hora de amar

não dá sorrisos quase não tem conversado
com olhos triste  me olhar tem evitado
ate me sinto um estranho em nossa casa
estou ferido feito um pombo sem asa

talvez ouvindo essa canção e meus lamentos
surja uma luz onde produz seu sofrimento
abra sua mente e te provoque compaixão
pra reverter essa nossa situaçãohttps://www.youtube.com/watch?v=XNYKMV9K1nk&feature=share

quinta-feira, 10 de março de 2016

ZUMMMMMMMMM ( valtair bertoli ) 10/03/2016 vi uma vida na terra findar e uma estrela nova brilhar no espaço tambem vi pessoas chorando não aceitando o cessar de seus passos tanta gente não acreditava que a estrada findava o seu caminho partiu Zé Rico dessa vida dos fãs na despedida recebeu os carinhos ouço longe uma radio tocando com sua voz cantando falando do alem dizendo que lá esta bem mais feliz se o destino assim quis , digamos amem encerra se o ato sobre o palco relembrando os percalços que ele passou para estar com sua gente mesmo com dor , contente o povo alegrou ainda houve tempo de um aceno partiu dizendo boa noite do zummmmmmmmmmm e cessou a luz da ribalta para suprir sua falta não tem mais nenhum ouço longe uma radio tocando com sua voz cantando falando do alem dizendo que lá esta bem mais feliz se o destino assim quis , digamos amem .

quarta-feira, 9 de março de 2016

BRASIL SOLO SAGRADO ( Valtair Bertoli / Gabriel lorenço) fui uma locomotiva trabalhei muito na vida desbravando o sertão as terras que conquistei todas elas eu limpei tirando tocos do chão tinha bois ensinados todos eles preparados pra fazer a tombação as juntas puxando o arado fazia riscos alinhados nem usava o ferrão na lida desde pequeno tinha o rosto bem moreno pelo sol que castigava a paieta de aba longa era quem fazia sombra seus raios amenizava a parada era indigesta no lenço da minha testa o suor nele parava protegia minha visão , ensopava o sapatão e a camisa encharcava pra não ter nenhum chabu só usava guatambu nas cabos que preparava nos calos das minhas mãos chegava erguer vergão doía quando zangava plantava pés de café na colheita tinha fé quando a saia abaixava cada três pés dava um saco e dinheiro vinha aos maços na lavoura eu prosperava minha idade esta avançada chego até a dar risada falando do meu passado de tanto que trabalhei e tudo que conquistei com prazer tenho gastado sei que logo vou embora esta chegando minha hora o tempo tem me devorado na partida irei feliz por descançar num pais que tem o solo sagrado
MENINA BONITA
( Valtair Bertoli / moises violeiro )
09/03/2016

que menina mais bonita
desde os pés até os  cabelos
com os seus lábios carnudos
mais parece uma modelo
nos meu sonhos coloridos
com você vivo a sonhar
e neles eu te convido
pensando ser teu marido
para você vir me amar

quando te vejo na rua
delicada no andar
mais parece uma sereia
nas águas azul do mar
seu sorriso me fascina
e me faz ir viajar
seu olhar me ilumina
descarrega adrenalina
ate chego a suspirar

sou um homem sem posse
mas rico de coração
não tenho nenhum castelo
nem vivo de ilusão
por você enfrento tudo
com amor e com carinho
te darei até  a minha vida
pra você ser minha querida
e vir morar no meu ninho

sábado, 5 de março de 2016

TERRA DE PAZ
( VALTAIR BERTOLI )


em terras longe distante, do rico chão brasileiro
eu passei anos ausentes , morando no estrangeiro
recordando nossas serras , do nosso povo ordeiro
mantendo a patria sem guerra , ao longo de tantos janeiros
hoje quero agradecer   ,a todos os pioneiros
e que fizeram o pais crescer  ,e ser um rico celeiro

eu me sinto orgulhoso
por ter a minha terra  voltado
confesso que sofri muito
por tela um dia deixado
confesso que sofri muito
por tela um dia deixado

so quem fica distante , da sua terra querida
sabe o quanto é impolgante ,rever sua gente amiga
não sai da minha mente , tantas pessoas feridas
a morte precocemente , ceifando lá tantas vidas
bombas sendo estouradas , por pessoas enlouquecidas
feito almas penadas , que foram todas induzidas

eu me sinto orgulhoso
por ter a minha terra  voltado
confesso que sofri muito
por tela um dia deixado
confesso que sofri muito
por tela um dia deixado
meu amigo o MANÉ ( valtair bertoli ) kakakaakakakakakaakk ( 05/03/2016 ) eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil vai ser parar de pé eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil vai ser parar de pé segunda feira nem sempre é bem vinda fico no muro ainda estou na berlinda na terça feira eu pareço um vigário longe de tudo me escondo no armário na quarta feira é que cai a prateleira já me assanho pra cair na bebedeira na quinta feira é que fico ansioso não vejo a hora de beber tudo de novo na sexta feira é que começa a brincadeira desconto tudo e bebo pra semana inteira eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil vai ser parar de pé eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil vai ser parar de pé fim de semana eu ja fico preocupado por que é curto se não tem feriado quando eu lembro que a segunda vem de novo bebo dobrado ai que bebo mais gostoso com o mane não tem bebida preferida bebemos tudo ate bala derretida domingo a noite as esperanças estão perdida mesmo que ainda esteja bem feliz da vida segunda feira é que vai ser mais dolorida ver a mulher que esta "P "da vida eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil vai ser parar de pé eu vou chamar meu amigo o Mané hoje o difícil é não apanhar da mulher

MINHA TERRA
( VALTAIR BERTOLI ) 05/03/2016

houu minha terra
 que um dia deixei
sou um homem feliz
mas feliz igual já fui
sei que jamais serei

recordo as belas planícies
sumindo na imensidão
o seu gramado tão verde
em meio a vegetação
meu caminhos percorridos
chão que um dia eu pisei
vivo triste arrependido
nem sei porque te deixei

houu minha terra
 que um dia deixei
sou um homem feliz
mas feliz igual já fui
sei que jamais serei

sempre me chega lembranças
galgando a imaginação
do meu tempo de infância
vivendo no meu sertão
belos tempos vividos
na terra que tanto amei
vivo triste arrependido
nem sei porque te deixei

houu minha terra
 que um dia deixei
sou um homem feliz
mas feliz igual já fui
sei que jamais serei

sofro sem a moreninha
dona do meu coração
sempre estará presente
é minha eterna paixão
seus carinhos divididos
isso nunca imaginei
vivo triste arrependido
nem sei porque te deixei

houu minha terra
 que um dia deixei
sou um homem feliz
mas feliz igual já fui
sei que jamais serei


sexta-feira, 4 de março de 2016

PENEIRA DO TEMPO
( VALTAIR BERTOLI /  João Miranda ) 04/03/2016

vi chegar a peneira do tempo
mostrando os momentos por ela apurada
com o sol surgindo no horizonte
clareando o ontem da minha estrada
pude ver minha casa singela
e mamãe na janela com tiara prateada

lindas flores por todo  jardim
realçando o carmim que brilhava  pra mim
no raiar da alvorada

da  chaminé subia a fumaça
que nunca  esparsa na recordação
pelo ar   ia serpenteando
e junto exalando o cheiro do feijão
ainda sinto o gosto do toucinho
aflorando no caminho da degustação

que junto mamãe cozinhava
e ancioso aguardava enquanto engrossava
 o caldo no fogão

no quintal vejo a tabua inclinada
e as roupas quarada em uma  grande bacia
o sabão todo acinzentado
que no banho era usado com bucha macia
ouço o velho poço de sarilho
enrolando  no trilho seu barulho rangia

sinto o gosto de barro que ficava
quando a água tomava e a sede matava
do pote que bebia

relembro o frescor da baixada
da água gelada que tinha  o Riozinho
ate posso me ver apanhando
o inga e levando pra comer no caminho
sempre chega essas recordações
e floresce  emoções igual flor sem espinho

era um tempo feliz que eu vivia
a vida sempre me  sorria  e alegre eu crescia
com amor e carinho

quinta-feira, 3 de março de 2016

mutirão do Grão ( valtair bertoli ) disponivel pra colocar melodia 03/03/2016 ABRAMUS recordando eu volto ao passado no meu tempo la da roça quando a gente fazia a colheita e transportava os grão na caroça pra lida ia bem cedo reunia tambem os vizinhos formava um grande mutirão colhia da terra os grãos com muito amor e carinho de pé na na ponta do eito primeiro amolava a enxada em união fazia a oração a colheita era então iniciada e todos seguiam tocando pela rua ninguem parava nem quando tinha formiga ou mesmo folhas de urtiga descansava so quando varava quando terminava um sitio no outro logo começava era assim que se fazia até que a colheita acabava depois tinha o dia da festa por comida e bebida regada era um dia inteiro de festa de uma vida simples e honesta mas por Deus abençoada

terça-feira, 1 de março de 2016

video
MORADA DE CABOCLO  29/02/2016
( VALTAIR BERTOLI )

Há muito tempo eu vinha trabalhando
acabei levantando minha casinha no sertão
ela é simples o  cenário que é perfeito
construí ela do jeito que mandava o coração
no pé da serra num lugar bem afastado
com flores por todo lado em meio a vegetação
toda cercada por montanhas e colinas
e nos fios de suas minas bebe água  as criação

lá entre os morros  existe uma cachoeira
com caminho sem barreiras pra piscina natural
sua planície é repleta de palmeira
todas lindas e faceira  enfeitando o quintal
as borboletas formam nuvens coloridas
pertinho das margaridas nem parecem ser real
tem passarinhos voando por todo lado
é o meu  berço abençoado que não tem outro igual

começa o dia com o claro no horizonte
e brilha entre os montes os raios da alvorada
vem o calor e vai mostrado sua graça
chega a levantar fumaça da grama ainda molhada
o anoitecer sempre sopra um vento brando
que  vai se alongando ate alta madrugada
a lua  surge sempre linda lá na serra
nas noites de primavera que ela  fica mais dourada

a minha casa com amor foi construída
pra alegrar a minha vida com a rainha do meu lar
eu procurei fazer  o ninho perfeito
com decoração no leito para amar e relaxar
tem tudo nela a mobiliá já montada
enxoval e preparada pra na casa vir morar
e la na sala tem  moldura  pendurada
falta a foto da minha amada que vou por quando  encontrar